Notícias 25 de setembro de 2026 João Pessoa
Anvisa determina apreensão de dois lotes de Ocrevus; veja como se orientar
Alerta envolve apenas os lotes H7953B14 e H7953B06 do medicamento para esclerose múltipla. Pacientes da Paraíba devem conferir a embalagem.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, utilizado no tratamento da esclerose múltipla. A medida alcança especificamente os lotes H7953B14 e H7953B06. A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União e serve de alerta para pacientes, familiares, farmácias, distribuidores e serviços de saúde de todo o país, incluindo a rede de atendimento da Paraíba.
A determinação não abrange automaticamente todas as unidades do Ocrevus disponíveis no mercado. Por isso, o primeiro cuidado é verificar o número do lote impresso na embalagem e no frasco do produto. Caso a identificação corresponda a H7953B14 ou H7953B06, o medicamento não deve ser utilizado até que o paciente ou responsável receba orientação do serviço de saúde, do farmacêutico ou da autoridade sanitária. Também não é recomendado interromper ou modificar o tratamento por conta própria.
O ocrelizumabe é um medicamento biológico administrado por infusão intravenosa, sob acompanhamento de profissionais de saúde. Ele é indicado para determinadas formas de esclerose múltipla, doença crônica que afeta o sistema nervoso central e pode apresentar manifestações diferentes em cada pessoa. Como o tratamento costuma exigir planejamento, acompanhamento neurológico e aplicações em unidades preparadas, qualquer dúvida sobre procedência ou regularidade precisa ser comunicada antes da infusão.
Na Paraíba, o alerta interessa especialmente a pacientes acompanhados em João Pessoa e Campina Grande, cidades que concentram serviços hospitalares e atendimentos especializados procurados também por moradores de municípios vizinhos. Pessoas vindas de Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Guarabira, Patos, Sousa e Cajazeiras, por exemplo, podem manter medicamentos, comprovantes ou documentos de tratamento durante os deslocamentos. Conferir esses registros com antecedência ajuda a evitar viagens desnecessárias e atrasos no cuidado.
Quem encontrar um dos lotes citados deve preservar a embalagem, a nota fiscal, o comprovante de dispensação ou qualquer documento relacionado ao recebimento do produto. A orientação é procurar a farmácia, clínica, hospital ou unidade responsável pelo fornecimento e relatar a situação à vigilância sanitária local. Suspeitas e problemas envolvendo medicamentos também podem ser encaminhados pelos canais oficiais da Anvisa. Não se deve descartar o frasco no lixo comum nem devolver o produto sem registrar adequadamente a ocorrência.
A fiscalização sanitária é uma etapa essencial para proteger pacientes e garantir segurança na cadeia de distribuição de medicamentos de alta complexidade. Para as famílias paraibanas que convivem com a esclerose múltipla, a recomendação central é agir com tranquilidade: conferir o lote, buscar informações em fontes oficiais e manter contato com a equipe médica. A apreensão preventiva de unidades irregulares reforça a importância da rastreabilidade e do acompanhamento profissional em todas as fases do tratamento.
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Fonte original: Guia News AI

